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sábado, 4 de setembro de 2010

Ford Versailles 1992

Este é o irmão mais novo do Verona
O segundo fruto da Auto-latina, a associação entre Ford e Volkswagen que teve início em 1986, foi lançado em meados de 1990. Primeiro foi o VW Apollo, versão do Ford Verona. Depois veio o Versailles, que chegou para compensar a lacuna deixada pelo Del Rey no topo da linha Ford. Seu DNA era o mesmo do mais nobre dos VW nacionais, o Santana.

Parecida com a do Ford Taurus americano e a do Scorpio e do Sierra europeus, sua frente não tinha grade. As colunas traseiras apresentavam desenho mais reto que no Santana e eram pintadas de preto na versão Ghia. Entre as lanternas desta, uma faixa refl exiva dava continuidade às lanternas logo acima da placa. O recorte da traseira era mais reto que no VW. O painel também tinha estilo próprio, que lembrava tanto o do Del Rey quanto o do Escort. A mecânica, no entanto, era a mesma do VW.

A versão GL, de entrada, era equipada com motor 1.8. Já a topo-de-linha Ghia, além de ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e retrovisores elétricos, vinha de série com motor 2.0. A injeção eletrônica era opcional, assim como o câmbio automático.

No primeiro comparativo, na edição seguinte, enfrentou Santana GLS 2000i e Chevrolet Monza Classic SE MPFI. Os elogios iam para as retomadas e, em especial, para a estabilidade proporcionada pelos amortecedores pressurizados nos dois carros da Autolatina. Na edição de fevereiro de 1992 era apresentada a aguardada versão Ghia de quatro portas, que trazia ABS opcional a tiracolo.

Sem injeção eletrônica, com catalisador, 105 cv e 1300 kg, ele não passou dos 170,8 km/h. Os freios com ABS foram outro ponto positivo.

Não demorou para a linha Versailles ganhar uma perua, a Royale. A exemplo da antiga Belina, 695 litros de capacidade de carga eram comuns às duas. Mas foi a versão sedã de quatro portas que bateu a do Santana em um comparativo de modelos
Ford e VW em junho de 1992. O fi el da balança foi o menor preço das peças de reposição.

Não foi essa, porém, a razão que levou o engenheiro catarinense Mário Trichês Júnior a adquirir o Versailles Ghia 1993 das fotos. “É a safra de que mais gosto”, diz. “Ela mantém o desenho original, mas já apresenta melhorias como os pára-choques pintados.” A injeção eletrônica também deixava de ser exclusiva do Ghia. Mesmo sendo fã do modelo, Trichês não faz vista grossa. “A partir de 1994, ele
passou a compartilhar os bancos com o Escort, o que foi um grande retrocesso”, afi rma.

O engenheiro possui também um exemplar 1996 e pretende adquirir um 1994. “Foi o ano em que o carro ganhou a opção do teto solar”, diz. A chegada do Versailles 1995, com frente, rodas e lanternas novas, coincidiu com a oficialização do fim da Auto-latina. Mas no ano seguinte o modelo saiu de catálogo. “Mecânicos mais experientes dizem até hoje que o Versailles é melhor que o Santana”, afi rma Trichês. A julgar pela mecânica que o carro usava, não deixa de ser um elogio para a VW.
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Motor: dianteiro, longitudinal, 4 cilindros
Cilindrada: 1 984 cm3, injeção eletrônica
Diâmetro x curso: 82,5 X 92,8 mm
Taxa de compressão: 10:1
Potência: 125 cv a 5 800 rpm
Torque: 19,5 mkgf a 3 000 rpm
Câmbio: manual de 5 marchas, tração dianteira
Dimensões: comprimento, 457 cm; largura, 169 cm; altura, 142 cm; entreeixos, 255 cm
Peso: 1162 kg
Suspensão dianteira: independente, McPherson, braços inferiores triangulares.
Suspensão traseira: semiindependente, com eixo de torção
Freios: disco ventilado na frente e tambor atrás
Pneus: liga leve, pneus 195/60 HR 14

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