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domingo, 5 de dezembro de 2010

Fiat 147 : O pioneiro brasileiro


Na foto acima, aparece a versão perua da 147, chamada de Panorama.

Na foto acima, segue o Spazio, que parou em 1984, deixando lugar para o Uno.
Quando a Fiat decidiu se instalar no Brasil, no início dos anos 70, sabia que terias pela frente VW, Ford e GM com operações consolidadas, investimentos amortizados e intimidade com o mercado.

Para definir o carro que lançaria, a Fiat recorreu às pesquisas. Elas revelaram que o brasileiro carecia de um carro moderno, de perfil familiar, ágil no trânsito e, principalmente, econômico. Enfrentar o VW Fusca, que reinava nas ruas, era difícil, mas os estudos mostravam que o brasileiro já considerava o Besouro um pouco defasado.

A solução foi partir do Fiat 127 italiano, sucesso na europa desde 1971. A empresa trouxe algumas unidades do 127 em 1974 para ver como se comportaria encarando o calor, as estradas de terra e as ruas esburacadas locais. Após rodar por aqui, os carros voltaram à Itália para ser examinados. E a conclusão dos italianos foi de que o 127 poderia ser vendido no país, mas só após de passar por transformações.

A fábrica de Betim foi inaugurada em julho de 1976 e nosso 147 chegou no fim do ano, como linha 1977. Logo criou fama pela racionalidade do projeto, de dimensões compactas por fora e amplas por dentro, e pelas inovações, como o motor transversal refrigerado a água, com comando de válvulas no cabeçote. O estepe ficava no cofre do motor, liberando o porta-malas para atingir 440 litros. O 147 também tinha estabilidade nas curvas e o motor de 1049 cm³ e 57 cv era valente e bebia pouco.

A família cresceu em 1978, com a pick-up e as versões GLS (foto) e Rallye, com motor 1.3 de 61 cv. Em 1980, ganhou frente toda nova - os anúncios o chamavam de "Fiat Europa". Na época, chegava a perua Panorama, mas o Spazio, em 1982, trouxe novidades: o 147 mudou por fora e por dentro. O Spazio parou em 1984, abrindo espaço para o Uno. Mas a Fiat conservou as versões de entrada C e CL até 1987.

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